terça-feira, 18 de setembro de 2012

Generosidade

           Assunto forte e relativamente evitado em muitas relações sociais, principalmente nas mídias virtuais. De modo que quando tratam de temas que envolvem generosidade, acabam por banalizá-la e distorce-la, em uma espécie de tentativa compulsória de determinar novos valores às ideologias benevolentes. Um caso que podemos observar é o de uma matéria publicada no site Globo.com que relata sucintamente a história de uma mulher com câncer terminal e que após o diagnóstico a mesma decide escrever uma "lista de desejos" para realizar antes da morte. Os amigos da mulher publicaram o assunto no Facebook, e ela tem sido presenteada com, assim como cita o site:
[...] entradas para festivais de música, bilhetes para teatro, tratamentos em spa, jantares em restaurantes chiques e até conseguiu viajar para visitar os pais no Chipre. Sem falar no passeio de limousine, com muito champagne, organizado por um grupo de amigas, no seu aniversário.


          Ajudar alguém nessa situação é nobre, entretanto é uma lástima ver que alguns seres humanos ajudam a alguém que "irá" para a morte, mas seriam incapazes de ajudar uma pessoa que "começará" a viver. Taxar-se de "bom" às custa da imagem de uma mulher que está morrendo traz uma de ilusão de generosidade! Essas mesmas pessoas seriam verdadeiramente generosas para ajudar à uma criança que não tem um lar a conseguir um? Elas disporiam de algum dinheiro "generoso" para comprar livros e contribuir com a educação de crianças carentes? Ou mais ainda: Publicariam um "Pedido solidário" de ajuda a um adolescente sem teto que precisaria de cuidados e remédios e da mesma forma, educação formal? Qual pessoa dessa rede social seria generosa em "Compartilhar", "Curtir" ou doar algo? É provável que o índice de ajuda seria muito menor.
Esse tipo de "generosidade" das redes são simplesmente espasmos para aliviar a consciência de pessoas que passam seus dias imersos à rotinas frias e sem amor ao próximo e dedicam-se unicamente ao trabalho, interesses próprios e talvez sejam corruptas (atitude comum entre os que citam "jeitinho brasileiro" para resolver algo como furar o semáforo, colar na prova, desrespeitar as leis que podem ser tratadas como corrupção).
            O homem "criou" o amor para tê-lo e doar ao próximo e "criou" a generosidade assim como outros sentimentos e ações, mas alguns usam esta generosidade como autoafirmação para sentirem-se dentro dos padrões morais regidos por algumas sociedades e religiões, como foi o caso do artigo citado acima. Ter esta atitude pode ser dita como enganar a si próprio.




Abaixo o link do site Globo.com para mais informações sobre o artigo citado:

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Superficialidade

Sempre fomos vistos como uma sociedade superficial, desde os primórdios da humanidade. O que realmente acontece é que as pessoas mostram-se além do necessário fazendo com que o título de superficialidade venha a calhar. Desta forma a sociedade acostuma-se com esse cotidiano terrível e o mundo acaba vivendo em torno de aparências, imaginemos por exemplo: Sou servidor público e quero realizar uma reforma em minha casa, procuro por um arquiteto para que tudo saia planejado, acho 2 profissionais e contato ambos, no primeiro encontro dou de cara com um que chega em um fusquinha com partes enferrujadas, com uma roupa de estilo HIP como se tivesse deixado dentro da Água sanitária junto com outras roupas coloridas e com uma barba sem fazer. A APARÊNCIA dele naquele exato momento fez com que eu já tivesse um julgamento injusto, pois o trabalho de criação ou imaginação está na cabeça e não na pele.
No segundo encontro, deparo-me com uma pessoa com um carro elegante, roupas sociais bem trabalhadas possivelmente de marca, cabelos penteados, etc... porém não sei se o indivíduo se individou até o pescoço para conseguir tudo aquilo para APARECER e PARECER que é da High Society, mas acabo tendo um julgamento de melhor receptividade. Agora, qual a questão que devemos nos fazer?: Temos que continuar sendo superficiais? ou temos que começar acreditar mais na essência humana? todos somos iguais por isso somos declarados como mesmos seres, se temos igualdade de direitos por que somos divididos por Classe? Por que não mudamos um pouco o conceito de Capitalismo e igualamos mais a sociedade com uma efetiva inclusão social? A personalidade de cada ser deste planeta influência nesta descisão pois para cada mente há uma consciência e em cada consciência é que está a grande batalha, a batalha que temos de ter todos os dias quando tentamos ser uma pessoa com menos interesse em coisas fúteis, tentamos adquirir mais honestidade, tentamos criar hábitos que beneficiem outras pessoas para que deixemos de ser tão egoístas. Mas esta é uma batalha Singular de cada ser humano, se uma personalidade que denomina-se fútil ler este texto, um passo do fim da desigualdade estaremos.

Obrigado pela atenção!

Obs.: Se tiverem alguma opinião adversa ou complementar postem abaixo.